Dar o peixe ou ensinar a pescar?


pescaria 3Ensina a criança no

caminho em que deve

seguir, e mesmo com

o passar dos anos ela

não se desviará dele”

Pv 22:6



Li recentemente um artigo muito interessante, no blog do colunista da Veja Reinaldo Azevedo, intitulado “Lula e a Poesia da Miséria”.

O artigo aborda, entre outras coisas, a questão da ineficácia do assistencialismo promovido por planos de política social, como o “Bolsa Família” – orgulho do atual governo – que na verdade não conseguem produzir o que propõem: transformar a sociedade. Isso acontece, porque o assistencialismo, da forma como é promovido, tem um fim em si mesmo, funcionando como um analgésico, que neste caso engana a dor – do estômago, talvez – mas não cura a ferida da nossa sociedade, a saber: EDUCAÇÃO!

Sobre isso, o colunista disse: [...] “O assistencialismo é uma droga pesada. Vicia não só aqueles que são atendidos por seus “programas” como também os analistas, que não conseguem pensar. Até outro dia, um programa de “transferência de renda” só seria assim denominado se fosse sustentável – vale dizer, se criasse condições para que as pessoas pudessem andar sobre as próprias pernas e se provocassem mudanças estruturais na sociedade. Vocês sabem: é aquela metáfora-clichê do peixe — dar o dito-cujo ou ensinar a pescar? O Bolsa Família não mudou a sociedade brasileira e, sobretudo, não criou nem mesmo a semente para que, um dia, deixe de ser necessário. Ao contrário: o governo só o expandiu”.

Porém, o que de fato chamou  minha atenção neste artigo e me levou a publicar este post, é que não se trata apenas de uma discussão sobre medidas político-sociais. Na verdade, o assunto é muito mais abrangente e tem haver com cada um de nós, como indivíduos e parte de uma sociedade. Como os educadores, de todos os níveis, tem ensinando e formado nossas crianças e jovens? Como nós, pais, temos educando nossos filhos para a vida, e mais, que princípios e valores temos usado como fundamento para essa educação?

Quero exemplificar o que estou dizendo, através de um fato que presenciei e que muito me edificou. Alguns anos atrás, um grande amigo, também pastor, foi questionado por que não havia posto um portãozinho no início da escadaria de sua casa, de maneira a “proteger” seus filhos (4 crianças), impedindo-as de subir e, supostamente, sofrer uma queda. Bem, sua resposta não só foi brilhante, como traduziu exatamente sua prática de vida e a maneira como ele educava seus filhos. ” De fato, esta era uma opção que eu tinha, mas eu preferi outra: pega-los pelas mãos, subir e descer as escadas com eles repetidas vezes, ensinando-os e descobrindo com eles qual era a melhor maneira, para cada um, de superar aquele obstáculo com segurança. Esta opção foi mais trabalhosa e demandou meu tempo, porém, o resultado foi muito melhor. Eu não apenas livrei meus filhos – ou a mim mesmo – de um risco, mas os ensinei a superar um obstáculo!”

A verdadeira educação é aquela que agrega, que interfere para sempre no curso da vida das pessoas, que transfere valores e conhecimento que irão ajuda-las e qualifica-las para construírem uma vida digna. Porém, como citado no exemplo acima… isto demanda tempo, envolvimento e dedicação por parte de quem ensina. Dai, surge um pergunta: Quem, de fato, queremos “proteger” através de políticas assistenciais inconseqüentes, de “portões nas escadas” ou de qualquer outra ação que não promova nas pessoas o desejo de mudar e melhorar? Estamos protegendo as pessoas da ignorância e de uma vida sem perspectiva ou estamos, na verdade, nos protegendo da responsabilidade e do trabalho de nos envolvermos com elas?

Não quero ser ingênuo e dizer que medidas assistenciais – em todas as esferas – não são necessárias ou que certas regras e limites não são importantes no processo de educação dos nossos alunos e filhos, mas definitivamente, se queremos ver nosso país transformado, não basta apenas dar o peixe, precisamos principalmente ensinar a pescar!

3 respostas para Dar o peixe ou ensinar a pescar?

  1. Ariovaldo Jr disse:

    Ontem eu estava pensando exatsamente sobre os rumos da educação formal no mundo. Curiosamente, há uma corrente fortíssima de assistencialismo tanto por parte dos governos quanto por parte das igrejas. E isto é bem contraditório com o que de fato deveria estar sendo feito na prática.

    Parece que a educação sempre está sendo considerada secundária. Ninguém mais estuda a história de seu próprio país nas escolas… e poucos compreendem a importância da leitura crítica das escrituras.

    O que me intriga é imaginar se estes rumos que o mundo está tomando é “sinal dos tempos” ou se são ações intencionais de uma elite controladora para manter tudo como está. Afinal, embora isto pareça muito “teoria da conspiração”, tá na cara demais que manter o povo alimentado e sem saber pescar, é a melhor maneira de controlá-lo para que dependa eternamente das peixarias já estabelecidas.

  2. Silesia Brown disse:

    Bencao demais rodrigo, fui muito efificada com sua menssagem…Bjs Silesia

  3. FLÁVIA ABREU disse:

    MEU CUNHADÃO ABENÇÕADO, MEU PASTOR….MINHA IRMÃ, MEU SOBRINHO, VCS SÃO BENÇÃOS NA MINHA VIDA, UM EXEMPLO DE FAMILIA ABENÇÕADA, ADORO LER AS MENSAGENS QUE VCS ESCREVEM, QUE O SENHOR JESUS POSSA CONTINUAR NO ENCONTRO DE SUAS VIDAS!!!!!AMO VCSSSS!!!!!SAUDADESSS!!!

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